CARREIRA E QUALIDADE DE VIDA NO TRABALHO – A era do stresse – Sandra Barros
Porque será que as empresas e o mundo do trabalho estão tão preocupados com sua qualidade de vida?
O discurso recorrente é o de que empresas e pessoas têm que ser competitivas: capazes de fazer a diferença, ser competentes, gerar conhecimento que agregue valor, e inovar, inovar, inovar….
Para isso as empresas (nem todas – somente aquelas classificadas nas melhores práticas, pasmem!) desenvolvem praticas de qualidade de vida no trabalho: tem academia, lugar para os colaboradores tirarem uma soneca, ler um livro, cabeleireiro, plano de carreira com foco nas “reais” motivações daqueles que nelas trabalham, participação nos resultados e/ou lucros, mesas de ping-pong, quadras de tênis, pistas para caminhar, entre outras práticas. Lugares sedutores, e que a maioria acha maravilhosos de se trabalhar. E para aqueles que nelas não trabalham fica a vontade de fazer parte desta 8a. maravilha.
Por outro lado o mercado de trabalho abre cada dia mais cursos de pós-graduação com a promessa de torná-lo empregável, aumentando suas chances de conseguir melhores empregos e ganhar mais (será?). Inúmeras dicas são ouvidas, palestras são dadas que tem por objetivo despertar sua motivação para ser empregável, entre outras formas de sedução para o trabalho.
A cada dia surgem mais coaches que buscam ajudar pessoas e organizações a fazer com que as pessoas desenvolvam comportamentos que as ajudará a manter o emprego, achar outro ou a fazer o individuo ser mais produtivo (ao menos é o que prometem).
Neste rodamoinho do mundo do trabalho você some… Cadê você, sua vida, sua família, sua saúde, seus amigos, seu prazer? É tudo muito “lindo” e sedutor, mas a maioria de nós está, a cada dia que passa, mais ansioso, cansado, irritado, infeliz, desmaiando em sala de aula (só neste semestre já tive duas alunas, de 600 alunos, que desmaiaram em plena aula – parece pouco, não é? Mas não é…), brigando por qualquer motivo, se sentido carente (não se vê e nem vê o outro – pense nisso), etc.
Afirmo que vivemos a era do estresse. O ter tem se sobreposto ao ser. Ser o melhor, estar apto a, fazer a diferença, conseguir, se ultrapassar, estar plugado 24horas por dia no que acontece (muito tem e.mails conectados nos celulares – um só não é suficiente – notebook, e até na TV!). A exigência das empresas e do mercado de trabalho de forma geral tem passado do razoável. Tem produzido ambientes favoráveis a doenças psíquicas, físicas e emocionais. Estamos doentes. Perdemos a noção do que seja plausível
Formada em Psicologia (UNIP,1979) e mestre em administração de empresas (EASP/FGV, 2000). Psicóloga nas áreas clinica e organizacional desde 1979, e como coach desde 2006. Coach certificada pelo ICI (2009)e em PPA (análise de perfil profissional) pela Thomas, 2008.Professora de Administração de RH e de Comportamento Organizacional desde 1999. Desde 2002 trabalho como professora em cursos de pós-graduação em Desenvolvimento Gerencial. Fluente em inglês. e.mail para sandrabmr@gmail.com












Nunca o Filme ” Tempos Modernos” esteve tão atual, hoje acreditamos na idéia de que ser bem sucedido e abdcar da vida pessoal em nome exclusivamente da carreira, são curos, MBA, Workshops, treinamentos e uma jornada de trabalho casa vez maior.
a pergunta é para quem tudo isso, será que estamos acumulando riquizas, conhecimento ou perdendo uma boa e preciosa parte de nossas vidas?
abraços
Voce ja sabe o pomrleba Agora e so trabalhar na solucao Tente gastar menos tempo em cada tarefa, e faca o maximo de tarefas (nao tempo) possivel.
Boas informações.
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Gostei muito desse site!